O presidente dos Estados Unidos fez novas acusações contra a China, alegando que o país obteve dados de milhões de eleitores americanos. As declarações, feitas em um pronunciamento na noite de quinta-feira, 16 de julho, podem prejudicar a trégua diplomática entre os líderes e a cúpula prevista em Washington.
As alegações de interferência concentraram-se na China, com o presidente dos EUA afirmando que a perda de dados representa um “pesadelo sem precedentes” para a segurança eleitoral. Em resposta, a China rejeitou as acusações, classificando-as como “puras invenções e difamações maliciosas”, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.
O discurso, que também abordou fraudes em sistemas de votação, marcou um afastamento dos comentários mais amistosos anteriores do presidente em relação a Pequim. Analistas indicam que as falas podem afetar a trégua comercial estabelecida entre as duas maiores economias do mundo, após tarifas de três dígitos impostas em 2025.
Embora o presidente dos EUA tenha instruído autoridades policiais a investigar irregularidades, um relatório de inteligência dos EUA de 2021 não encontrou indícios de que agentes estrangeiros tivessem alterado aspectos técnicos da votação da eleição de 2020. O senador democrata Mark Warner afirmou que as “revelações bombásticas” são falsas, citando o consenso das agências de inteligência.

