A Comissão Reguladora Nuclear dos EUA propôs remover a exigência de que operadores de usinas mantenham a exposição à radiação “tão baixa quanto razoavelmente exequível”. A medida, defendida pela agência como remoção de “ambiguidade desnecessária”, enfrenta críticas de especialistas que alertam para o risco de práticas mais descuidadas.
A proposta da Comissão Reguladora Nuclear dos EUA (NRC) visa alterar princípios de segurança nuclear estabelecidos. Segundo a NRC, a mudança elimina “ambiguidade desnecessária”. Contudo, o diretor de segurança nuclear da Union of Concerned Scientists, Edwin Lyman, afirmou à imprensa que a regra ALARA forçava as empresas a gastar recursos para manter níveis baixos de radiação, e sua remoção “está abrindo a porta para práticas mais descuidadas”.
Além disso, a NRC anunciou planos para enfraquecer a aplicação da Lei Nacional de Política Ambiental, legislação de 1970. A comissão pretende anular revisões ambientais, o que limita a participação pública antes da aprovação de reatores. As alterações propostas também visam desvincular a agência da revisão de incômodos ambientais básicos, como ruído e poluição do ar.
As mudanças ocorrem meses após o Departamento de Energia dos EUA começar a flexibilizar regulamentos de exposição de trabalhadores. A proposta permite que empresas de energia acelerem a produtividade, o que, segundo críticos, ocorre às custas da segurança. O movimento visa acelerar a operação de novas instalações nucleares nos EUA.

