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Política

Advocacia da Câmara emite parecer em três minutos sobre auditoria

Carla Fernandes
Última atualização: 3 de julho de 2026 19:30
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A Advocacia da Câmara dos Deputados emitiu um parecer de arquivamento em apenas três minutos sobre uma auditoria que analisava a regularidade de pagamentos de horas extras a 13 servidores. O processo, que continha mais de cinco mil páginas e envolvia cerca de R$ 9 milhões desde 2016, gerou questionamentos sobre a celeridade da análise.

O documento de auditoria foi recebido pelo setor jurídico da Câmara em oito de junho. O parecer, emitido por Arthur Batista Tavares, afirmou que não havia ilicitudes nos pagamentos extraordinários. A tramitação rápida ocorreu após a formalização eletrônica do processo, procedimento que a Advocacia não acessa antes da vinculação no sistema.

O caso ganhou destaque devido a alegações de “triplo aproveitamento” de rubricas por diretores da Casa. Esse esquema já é objeto de representação no Tribunal de Contas da União (TCU), onde o ministro Odair Cunha atua como relator. A denúncia aponta que a cúpula realizou monitoramento sigiloso em sistemas internos para rastrear servidores de recursos humanos.

Em resposta à imprensa, o 1º secretário da mesa diretora da Câmara, deputado Carlos Veras, justificou que o sistema permite o upload de textos produzidos fora da plataforma. A Câmara também negou violação de privacidade, afirmando que houve acesso legítimo a metadados institucionais. A defesa dos servidores contestou as acusações, negando que o diretor-geral tenha realizado 500 horas extras em 2025.

TAGGED:auditoriacamara-deputadoshoras-extrasPolíticaServidoresTCU
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