Um advogado é investigado por não repassar valores de ações ganhas a clientes, descumprindo prazos em três ocasiões. A situação, denunciada, motivou apuração na 17ª Turma do Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e é acompanhada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
A denúncia envolve um montante de R$ 416 mil, que a suposta vítima teria direito por um processo vencido contra uma empresa, conforme alvará judicial. Após cobranças ao escritório Cremasco, de Campinas (SP), o valor não foi transferido. O advogado apontou em processo disciplinar que o valor correto seria de R$ 165,8 mil, mas a denunciante afirmou não ter recebido nenhum montante.
As negociações incluíram três prazos para o repasse. O primeiro, firmado em agosto de 2024, foi descumprido, levando a um novo acordo em setembro de 2024. O terceiro prazo, estabelecido para 20 de janeiro de 2025, também não foi cumprido, o que levou o caso à OAB.
Em outro desdobramento, o escritório e os advogados foram condenados a pagar R$ 239.551,93 a um cliente por retenção de valores de ação trabalhista. A filha do defensor, Thais Proença Cremasco, também está envolvida na apuração, negando a apropriação e alegando que o pai determinava os repasses.

