Um escritório de advocacia em Campinas (SP) e seus advogados foram condenados a pagar R$ 239,5 mil a um cliente por não repassar valor obtido em ação trabalhista de 2014. A decisão, publicada na sexta-feira (3), ocorre enquanto a Polícia Civil investiga outros supostos casos de apropriação de valores.
A condenação foi proferida pelo juiz Felipe Guinsani, da 7ª Vara Cível de Campinas. O cliente havia vencido o processo trabalhista no valor de R$ 319.402,58. Dos valores, 25% seriam honorários do escritório, e R$ 239.551,93 deveriam ser repassados ao mandante. O juiz avaliou que a retenção configurou inadimplemento contratual e ato ilícito.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil investiga pelo menos nove inquéritos sobre a apropriação de valores destinados a trabalhadores sob responsabilidade do mesmo escritório. Um desses inquéritos foi instaurado em 2025 após denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
Em depoimento, uma das advogadas afirmou que os clientes contrataram o escritório do pai, e que o advogado principal indicava a conta para o repasse dos valores. Ela declarou que não imaginou que o advogado poderia se apropriar de dinheiro de clientes. O advogado, por sua vez, responsabilizou a filha pela gestão da conta corrente empresarial e pessoal.

