A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) recebeu o lançamento da Agenda Nuclear para um Brasil Competitivo nesta terça-feira (14). O evento, promovido pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), iniciou debates sobre a inserção da tecnologia nuclear no desenvolvimento econômico, segurança energética e inovação nacional.
O encontro reuniu empresários, pesquisadores e especialistas para analisar a demanda global por energia firme, impulsionada pela expansão da inteligência artificial e pelas metas de descarbonização. O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, afirmou que o avanço nuclear representa soberania e geração de oportunidades. Ele disse que Angra 3 fortalece a indústria nacional, gera empregos qualificados e aumenta a competitividade do país.
Caetano acrescentou que a conclusão da usina impactaria a economia fluminense, fortalecendo uma cadeia produtiva que conta com mais de 700 empresas e cerca de 70 mil empregos diretos e indiretos. Ele considerou o debate uma oportunidade eleitoral para sensibilizar candidatos sobre a importância do setor.
O Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) foi tema central. A vice-presidente da CMR Brasil, Sibila Grallert, comentou que o país depende da importação de radioisótopos, e o atraso no RMB afeta a autonomia nacional. O deputado federal Daniel Soranz defendeu que o projeto seja prioridade nacional e propôs sua transferência para o Rio de Janeiro.
Julio Lopes, deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Tecnologia e Atividades Nucleares, reforçou a necessidade de Angra 3, explicando que a energia nuclear é uma fonte eficiente para atender à demanda de energia firme necessária para a economia digital global.

