O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a sobretaxa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros como “injusta e descabida” nesta sexta-feira, 24 de julho de 2026. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manterá negociações com Washington para reverter a medida e apoiar os setores atingidos.
Alckmin declarou em entrevista realizada em Jacareí, no interior de São Paulo, que a estratégia do governo se apoia em três frentes: manter o diálogo com os Estados Unidos, oferecer suporte financeiro às empresas afetadas e diversificar os destinos das exportações brasileiras. O vice-presidente afirmou que o Brasil deve “continuar na mesa de negociação. Explicitar que é injusto e descabido. Aliás, agora não só contra o Brasil, mas contra 86 países do mundo”.
A sobretaxa, anunciada pelo representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, na quinta-feira, 23 de julho, entrou em vigor na quarta-feira, 24 de julho. A justificativa norte-americana alegou que o Brasil não combate eficazmente mercadorias associadas ao trabalho forçado. Alckmin rebateu essa alegação, dizendo que “O Brasil tem uma das legislações mais avançadas do mundo de proteção aos trabalhadores”.
A nova cobrança representa, na prática, um acréscimo de cerca de 2,5 pontos percentuais para parte dos produtos, pois substitui uma tarifa anterior de 10%. Para mitigar o impacto, o governo Lula liberou R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito para capital de giro por meio do plano Brasil Soberano 3 na quarta-feira.

