O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta terça-feira, 21, que a Lei da Reciprocidade Econômica não configura retaliação contra os Estados Unidos. Ele explicou que o instrumento visa corrigir injustiças comerciais, e não adotar uma postura de “olho por olho”.
Alckmin declarou em coletiva que a ideia da reciprocidade não é retaliação. Ele comentou que a lei permite ao Brasil adotar contramedidas comerciais em resposta a ações unilaterais de outros países que prejudiquem a competitividade nacional. Segundo o vice-presidente, a medida serve para corrigir situações em que o país brasileiro é injustiçado.
Em relação aos setores atingidos pela tarifa de 25% aplicada pelo governo americano, Alckmin relatou que as empresas solicitaram a postergação do cumprimento das obrigações de drawback. O vice-presidente explicou que o adiamento daria mais seis meses ou um ano para que os produtos fossem recolocados no mercado exterior.
Além disso, os setores pediram crédito para o Plano Brasil Soberano, visando capital de giro e novos investimentos. Alckmin sustentou que a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) terá papel importante na ampliação da competitividade dos produtos brasileiros e na busca por novos mercados.

