O álcool mantém forte presença nos costumes sociais globais, sendo parte de celebrações e encontros cotidianos. No entanto, o consumo é associado a doenças graves, como câncer e problemas hepáticos, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 2,6 milhões de mortes anuais são atribuíveis à bebida.
Apesar dos riscos documentados, o álcool está profundamente integrado à vida social mundial. Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas consumam a substância. Um médico especialista em dependências relata que pacientes frequentemente só percebem o impacto do álcool em seus órgãos após serem internados.
Evidências científicas recentes contestam a ideia de um consumo seguro. Uma revisão de 2021 constatou que consumir cerca de duas doses padrão dobra as chances de lesões em acidentes. Além disso, a OMS classifica o álcool como agente cancerígeno do Grupo 1, categoria que inclui o tabaco.
As diretrizes de saúde pública têm sido alvo de críticas. Enquanto alguns especialistas descrevem o álcool como um “lubrificante social”, outros apontam que essa visão minimiza os danos de longo prazo, como o vício. A história da saúde pública sugere que a aceitação social de uma substância não garante sua segurança.

