Uma rede internacional de integridade registrou sete alertas sobre possíveis irregularidades em apostas durante a Copa do Mundo de 2026. Os comunicados apontaram riscos regulatórios nos mercados de previsão baseados em criptomoedas. A Força-Tarefa de Integridade da Fifa, contudo, afirmou não ter identificado atividade suspeita em todo o torneio.
O Grupo de Copenhague monitorou as 104 partidas e emitiu avisos amarelos por incidentes em campo, movimentações de apostas e mercados abertos sobre decisões disciplinares. Um especialista em jogos de azar, Christian Kalb, explicou que tais avisos podem ser decorrentes de comportamentos atípicos, como alterações de probabilidades ou operações de hedge de liquidez, e não necessariamente de manipulação.
Entre os episódios notados, houve o cartão vermelho dado a um meio-campista sul-africano contra o México na abertura do torneio. Outro caso envolveu US$ 4,8 milhões aplicados na plataforma Polymarket em um mercado sobre Espanha contra Cabo Verde. O episódio mais sensível, contudo, foi quando um mercado sobre a participação de um atacante norte-americano foi aberto antes da Fifa confirmar a anulação de sua suspensão.
O Grupo de Copenhague solicitou esclarecimentos formais à Fifa sobre o caso do atacante. Segundo a organização, US$ 240 bilhões foram apostados no torneio, valor que representa o dobro do total da Copa do Mundo do Catar 2022. Os resultados aumentam a pressão por padrões comuns para os mercados de previsão.

