Um portfólio de US$ 600 mil permite a mudança para Portugal, mas os custos variam drasticamente entre Lisboa e o Algarve. Enquanto Lisboa se assemelha a uma capital europeia, partes do Algarve ainda oferecem maior folga orçamentária, dependendo da escolha da região.
Os requisitos para o visto D7 de Portugal exigem renda passiva estável de cerca de US$ 1.050 mensais para um solicitante em 2026. Para um casal, o benefício médio do SSA pode somar cerca de US$ 49.700 anuais antes de usar o portfólio. Uma retirada de 4% do capital adicionaria US$ 24.000, totalizando uma renda bruta próxima a US$ 73.700 anuais.
Em Lisboa, o custo de vida é mais elevado. Um apartamento de um quarto em área central custa entre US$ 1.370 e US$ 2.055 mensais. Somando despesas básicas, um casal pode gastar entre US$ 51.000 e US$ 57.000 anuais, o que exige uma renda bruta próxima de US$ 70.000 a US$ 74.000. A cobertura de saúde privada é um fator de custo crescente com a idade.
O Algarve apresenta maior flexibilidade. Áreas menos centrais podem oferecer moradias de um quarto entre US$ 1.030 e US$ 1.370 mensais. Além disso, o custo de transporte, que é mais necessário no Algarve, deve ser considerado, adicionando entre US$ 4.000 e US$ 5.140 anuais. Um casal em região não primária pode gastar entre US$ 41.000 e US$ 46.000 anuais, deixando mais reserva.
Um ponto crucial é a tributação. O antigo regime fiscal favorável para aposentados estrangeiros em Portugal está fechado para novos solicitantes. Os novos residentes devem modelar as taxas de imposto progressivas padrão de Portugal, que variam de 12,5% a 48% em 2026, e considerar a complexidade do tratado fiscal entre os países.


