Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aconselham o político a adiar a definição do candidato do partido ao Senado no Rio de Janeiro. A recomendação surgiu após operações da Polícia Federal atingirem nomes cotados para a chapa, buscando reduzir o período de exposição do futuro indicado antes do registro oficial das candidaturas.
A avaliação dos interlocutores é que antecipar o anúncio criaria risco político desnecessário. Em menos de dois meses, três nomes ligados à montagem da chapa foram atingidos por investigações da Polícia Federal. Um dos casos envolveu o ex-governador do Rio, que desistiu da candidatura após ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e virar alvo de operações da PF.
Outro nome cotado foi o ex-prefeito de Belford Roxo, que foi preso em flagrante durante a Operação Unha e Carne. O terceiro caso envolveu o líder do PL na Câmara, cujos investigadores apuraram a origem de R$ 468 mil apreendidos em dinheiro vivo. A sequência de episódios levou dirigentes do PL a defender que o próximo escolhido seja anunciado mais próximo do prazo final.
A estratégia de adiamento visa reduzir o desgaste do escolhido, mas gera insatisfação entre dirigentes estaduais e parlamentares. Flávio Bolsonaro pretendia anunciar o substituto na última sexta-feira, mas voltou a adiar a decisão, com a defesa de que a escolha ocorra na convenção nacional do PL, em 25 de julho, ou posteriormente.

