Aliados de Flávio Bolsonaro aconselham o senador a adiar a definição do candidato do PL ao Senado no Rio de Janeiro. A recomendação surge após operações da Polícia Federal atingirem nomes cotados para a chapa, buscando reduzir o período de exposição do futuro indicado antes do registro oficial das candidaturas.
A avaliação dos interlocutores é que antecipar o anúncio criaria risco político desnecessário. Em menos de dois meses, três nomes ligados à montagem da chapa foram atingidos por investigações da Polícia Federal. O primeiro foi o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, que desistiu da candidatura após ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e virar alvo de investigações da PF sobre fraude em combustíveis e aportes no Banco Master.
Na última semana, o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, indicado pela federação União Brasil-PP, foi preso em flagrante durante a Operação Unha e Carne, após agentes encontrarem um fuzil calibre 5,56 em seu veículo. O terceiro caso envolveu Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, que teve investigações sobre um suposto esquema de desvio de cotas parlamentares, com apuração de R$ 468 mil apreendidos.
A cautela também alcança Carlos Jordy, um dos cotados, que foi alvo de operação da PF em dezembro do ano passado. Atualmente, ele disputa a indicação com Carlos Portinho, que, segundo interlocutores, aparece como favorito. A estratégia de adiar a escolha visa mitigar o desgaste, mas a demora gera insatisfação entre dirigentes estaduais e parlamentares.

