Aliados criticam a condução das negociações estaduais por Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, a poucos dias do prazo final para as convenções partidárias. O presidenciável enfrenta críticas por demorar a arbitrar disputas e resistir a acordos em colégios eleitorais estratégicos, como Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A insatisfação se estende ao Centrão e à federação União-PP. Dirigentes relataram dificuldades em auxiliar Flávio nas conversas, afirmando que é “difícil ajudar quem não sabe dialogar”. As decisões importantes aguardam uma posição do senador, segundo relatos de interlocutores.
No Rio de Janeiro, divergências surgiram após o PL manter o apoio à candidatura de um ex-prefeito ao Senado. Flávio vetou a permanência da mãe do político como suplente, visando preservar o acordo político com a federação, considerada estratégica para a candidatura de outro nome ao governo.
Em Minas Gerais, a tensão se concentra na disputa pelo governo. Enquanto Flávio defende uma chapa própria, dirigentes estaduais defendem uma aliança em torno de Marcelo Aro. A resistência do presidenciável a aceitar uma composição mais ampla pode isolar o PL no segundo maior colégio eleitoral do país.

