Aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reconhecem que a imposição de um novo tarifaço dos Estados Unidos favorece inicialmente o presidente Lula (PT). A pré-campanha, contudo, avalia que o efeito da sobretaxa será reduzido e mais fácil de ser revertido que o imposto em 2025.
Interlocutores do pré-candidato avaliaram que a visita a representantes do governo dos EUA, no início de julho, ajudou a mitigar o impacto da tarifa. Eles ressaltam que a ausência de representantes do governo Lula na reunião do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos pesa a favor do oposicionista. Além disso, o grupo apontou que, desta vez, não houve ruído com a Casa Branca, diferente de junho, quando houve repercussão negativa após uma foto com o pré-candidato.
Pesquisa Quaest, divulgada nesta quinta-feira (16), indica que 51% do eleitorado concorda mais com a versão de Lula, que acusa o senador de provocar o tarifaço. Em contrapartida, 30% concordam mais com o senador. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou em rede social que a sobretaxa ocorreu porque o petista colocou “seu próprio ego à frente” da busca por acordo.
A estratégia da direita foca em contrastar a viagem do senador com a “inação” do governo Lula. O senador afirmou nas redes que o adversário “cavou um pênalti” e forçou a medida. Embora uma ala da campanha sugira focar em ideias de melhoria de vida, o grupo entende que pode ser necessário retomar o tema para conter o sucesso da versão de Lula ou explorar falhas na negociação com a Casa Branca.

