Aliados de Flávio Bolsonaro utilizaram as redes sociais para reforçar a união em torno da chapa do senador após ele ler uma carta de Jair Bolsonaro, ex-presidente. O texto pedia que ‘possíveis diferenças’ fossem ignoradas diante da crise política, designando o filho como seu porta-voz.
Na carta, o ex-mandatário afirmou que o Brasil vivia um momento de decisão e solicitou engajamento na campanha de Flávio ao Planalto. O texto não mencionou a ex-primeira-dama. O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL-MG, apoiou o projeto e disse que é a segunda vez que o ex-presidente pede publicamente ‘união’ e ‘maturidade’ em nome de ‘algo maior’.
Outros apoiadores, como Onyx Lorenzoni, ex-ministro da Previdência, declararam que a carta foi clara sobre a necessidade de apoiar Flávio. Mário Frias, deputado federal e ex-secretário especial de Cultura, defendeu o respeito ao ‘comando’ do ex-presidente, afirmando que a mensagem ‘não deixa espaço para dúvidas’.
Em contraste, Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD, considerou a carta um sinal de ‘extrema fragilidade’ da campanha de Flávio. Caiado, que disputa o terceiro lugar, afirmou em São Paulo que Flávio ‘precisou pedir socorro ao pai’, defendendo que candidatos devem ter estrutura para governar sem depender de cartas paternas.

