Aliados árabes dos Estados Unidos no Golfo demonstram frustração com a intensificação das hostilidades entre EUA e Irã. A escalada do conflito ameaça a segurança nacional e as economias da região, gerando visões divergentes sobre a próxima ação dos EUA.
Autoridades do Golfo avaliam que os líderes iranianos não recuarão ou abrirão mão do controle do Estreito de Ormuz sem uma ação mais agressiva dos Estados Unidos. Segundo fontes, a alternativa seria um conflito prolongado, de baixa intensidade, que afastaria investidores e turistas da área.
Diplomata americano David Schenker, pesquisador do Washington Institute for Near East Policy, afirmou que os EUA precisam “escalar para desescalar”, pois a dinâmica atual não forçará o Irã a fazer concessões sobre o estreito ou na frente nuclear. Enquanto isso, países como o Catar defendem a desescalada imediata para evitar confrontos maiores.
A crise impactou diretamente as economias das monarquias do Conselho de Cooperação do Golfo, forçando a interrupção de exportações e elevando déficits fiscais. Apesar de diversificarem suas economias, a instabilidade no estreito estratégico preocupa a região, levando alguns países a buscar laços de defesa com nações europeias.

