A Alphabet anunciou o aumento de seus gastos de capital em mais US$ 15 bilhões, elevando a projeção de despesas para entre US$ 195 bilhões e US$ 205 bilhões. O movimento ocorre em meio ao crescimento do Google Cloud, que registrou alta de 82% na receita, sinalizando a intensa disputa por infraestrutura de inteligência artificial.
A Alphabet divulgou resultados do segundo trimestre, com receita total de US$ 119,8 bilhões, um crescimento de 24% em relação ao ano anterior, superando as expectativas do mercado. O Google Cloud foi o destaque, com receita de US$ 24,8 bilhões, um salto de 82%, e lucro operacional de aproximadamente US$ 8,8 bilhões, atingindo margens de cerca de 35%. Esse desempenho ajuda a diminuir a diferença em relação a concorrentes como Microsoft e Amazon.
O investimento na área de IA é massivo. O backlog do Google Cloud expandiu para US$ 514 bilhões, indicando demanda contratada para os próximos um a dois anos. Contudo, o diretor financeiro da Alphabet, Anat Ashkenazi, informou que os gastos de capital subirão, projetando despesas entre US$ 195 bilhões e US$ 205 bilhões no ano. Desse montante, cerca de 60% será destinado a servidores e Unidades de Processamento Tensorial (TPUs) customizadas.
Apesar do fluxo de caixa operacional de US$ 39,1 bilhões no trimestre, a Alphabet reportou um fluxo de caixa livre negativo de US$ 5,9 bilhões, o primeiro registro negativo desde que se tornou pública. Analistas apontam que o custo dessa expansão é o preço para competir na maior oportunidade tecnológica da década, embora a empresa mantenha um balanço patrimonial robusto.

