O México terá uma vantagem física no duelo contra a Inglaterra pelas oitavas de final da Copa do Mundo, devido à altitude da Cidade do México. O Estádio Azteca está localizado a 2.240 metros acima do nível do mar, o que impõe desafios fisiológicos aos atletas não aclimatados.
Especialistas em fisiologia ambiental afirmam que a menor pressão atmosférica dificulta a entrada de oxigênio na corrente sanguínea. Isso força o coração a bater mais rápido e a respiração a acelerar para compensar a menor oferta de oxigênio. Segundo um especialista da Universidade de Brighton, o desgaste físico chega mais cedo, e a fadiga que ocorre no final de jogos em nível do mar pode surgir já no primeiro tempo.
Pesquisas indicam que atletas sem aclimatação podem registrar redução entre 3% e 9% na distância total percorrida e queda de até 21% em corridas de alta velocidade. Além disso, a menor densidade do ar, cerca de 25% inferior ao nível do mar, reduz a resistência e diminui o efeito Magnus, fazendo com que a bola curve menos.
A estimativa de especialistas aponta que cada 1.000 metros de diferença de altitude representa aproximadamente meio gol de vantagem para a equipe mandante. Diante da preparação limitada da delegação inglesa, recomenda-se que a equipe mantenha boa hidratação e utilize mais trocas no segundo tempo, focando no controle do jogo.

