Proprietários de imóveis de curta duração podem usar uma brecha fiscal para reduzir a carga tributária de rendimentos salariais. A regra permite que, se a média de estadia for de sete dias ou menos, a atividade seja classificada como negócio, e não como aluguel passivo.
A legislação fiscal dos Estados Unidos permite que atividades de aluguel de curta duração sejam tratadas como comércio ou negócio, desde que a média de permanência dos hóspedes não ultrapasse sete dias. Essa classificação muda o tratamento tributário, pois perdas geradas não são mais passivas e podem compensar rendimentos de salário, bônus e RSU, conforme o Formulário 1040.
Para que essa estratégia funcione, o proprietário deve participar materialmente da atividade, cumprindo critérios estabelecidos pela regulamentação fiscal. Isso inclui dedicar um número significativo de horas ao imóvel, como 500 horas ou 100 horas sem auxílio de terceiros. A participação material é essencial para que as perdas sejam aplicadas contra a renda ordinária.
Além disso, a utilização de estudos de segregação de custos permite a aplicação de depreciação acelerada. A Lei One Big Beautiful Bill, sancionada em 2025, restaurou a depreciação bônus de 100% para imóveis colocados em serviço após 19 de janeiro de 2025. Em um imóvel avaliado em US$ 700.000, essa medida pode gerar deduções iniciais entre US$ 150.000 e US$ 200.000.

