A Ambev deve divulgar seus resultados do segundo trimestre em 30 de julho. Analistas preveem mais um período de crescimento de lucro e EBITDA, impulsionado pelo desempenho da divisão de cervejas no Brasil. A companhia já registra ganhos expressivos no acumulado do ano, limitando espaço para grandes surpresas positivas.
O mercado espera que a operação brasileira continue sendo o principal motor dos resultados da Ambev. XP, BTG Pactual, Itaú BBA e Bradesco BBI concordam que o desempenho será beneficiado por uma base de comparação mais fácil após um segundo trimestre de 2025 mais fraco, além de ganhos de participação de mercado contra Heineken e Grupo Petrópolis.
As estimativas para o trimestre apontam receita líquida entre R$ 20,4 bilhões e R$ 21,1 bilhões, com EBITDA projetado entre R$ 6,3 bilhões e R$ 6,6 bilhões. A principal discussão reside na evolução dos volumes de cerveja no Brasil, com projeções variando de 5% a 8% na comparação anual. A XP adota visão conservadora de 5%, enquanto BBI e Itaú BBA projetam alta de 8%.
Embora o desempenho operacional seja esperado como robusto, várias casas de análise avaliam que o mercado já embutiu grande parte dessa melhora no preço das ações. O BTG Pactual defende recomendação de compra, citando a recuperação de poder de precificação da Ambev no mercado brasileiro. Contudo, o BTG alerta que o consenso pode estar otimista demais em relação aos volumes.

