Grupos ambientalistas processaram o governo dos Estados Unidos nesta terça-feira (14) em um tribunal federal de Washington. A ação questiona o enfraquecimento da Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção (ESA), que excluiu a destruição de habitats da definição legal de “dano” a espécies em risco.
O governo dos EUA justificou a alteração alegando que a definição anterior interferia nos direitos de propriedade privada. As mudanças foram apresentadas na semana anterior pelos Departamentos do Interior e do Comércio.
Os demandantes, que incluem o Centro para a Diversidade Biológica e o Sierra Club, afirmam que a medida violou “o bom senso, a ciência biológica e a lei federal”. As organizações alertaram que a norma pode prejudicar imediatamente a vida selvagem, como peixes-boi da Flórida, ursos-pardos e salmões.
A ESA, aprovada em 1973, proíbe a “captura” de espécies ameaçadas e é reconhecida por salvar espécies emblemáticas. Defensores do meio ambiente consideram que a mudança pode facilitar atividades industriais com consequências negativas aos ecossistemas.

