As ações da AMC Entertainment subiram após a empresa divulgar resultados financeiros positivos no segundo trimestre de 2026. A companhia registrou receita próxima a US$ 1,6 bilhão, um avanço de 14% sobre o mesmo período de 2025. O desempenho foi reforçado pela estreia do filme “A Odisseia”, que arrecadou US$ 264 milhões mundialmente no primeiro fim de semana.
No trimestre encerrado em junho, a rede de cinemas alcançou a maior receita de sua história de 106 anos. O EBITDA ajustado da AMC atingiu US$ 321 milhões, marcando um recorde e um aumento de 70% na comparação anual. Apesar de registrar prejuízo líquido de US$ 11,4 milhões, o fluxo de caixa líquido das operações subiu de US$ 138 milhões para US$ 235 milhões, indicando melhoria na geração de caixa.
A bilheteria de “A Odisseia”, dirigido por Christopher Nolan, contribuiu significativamente para o resultado. Durante a estreia, cerca de 4,3 milhões de pessoas passaram pelos cinemas da AMC e da Odeon. A frequência total de público cresceu 13,5% no trimestre, com alta de 18% no mercado internacional. Além disso, a venda de alimentos e mercadorias aumentou 15% globalmente.
Em termos de estrutura financeira, a AMC refinanciou US$ 400 milhões em dívidas, estendendo os vencimentos por quatro anos. A empresa também captou cerca de US$ 285 milhões por meio de ofertas de ações. Segundo o CEO Adam Aron, essas medidas devem reduzir o saldo principal da dívida em aproximadamente US$ 1,7 bilhão até o fim de julho.

