A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) classificou como “resultado muito negativo para a relação bilateral” a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre cerca de 3 mil produtos exportados pelo Brasil. A medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, passa a valer em 22 de julho.
A sobretaxa coloca o Brasil entre os países com as condições mais restritivas de acesso ao mercado dos Estados Unidos, afetando mais de US$ 11 bilhões em exportações dos setores industrial e do agronegócio, segundo a entidade. A Amcham destacou que o cenário contrasta com o superávit de US$ 41,8 bilhões registrado pelos EUA nas relações com o Brasil em 2025.
A entidade avalia que a imposição de sobretaxas pode elevar custos para empresas e consumidores americanos e reduzir a competitividade de indústrias que usam insumos brasileiros. Além disso, o comunicado apontou que a medida pode comprometer a cooperação em áreas estratégicas, como minerais críticos e energia.
O presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, defendeu a manutenção dos canais de diálogo entre os governos. Ele alertou para a urgência de negociações, citando a possibilidade de novas tarifas de até 37,5% no âmbito da investigação sobre trabalho forçado.

