A ameaça de sobretaxa de 25% dos Estados Unidos aos produtos brasileiros se tornou um ponto de disputa política no ano eleitoral. Enquanto o governo Lula busca reverter a medida por vias diplomáticas, o pré-candidato Flávio Bolsonaro viajou aos EUA para tratar do tema com o Escritório de Representação do Comércio americano (USTR).
O USTR concluiu em junho a investigação comercial contra o Brasil e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A medida foi iniciada em 15 de julho de 2025 por determinação do presidente dos Estados Unidos.
Em Washington, o pré-candidato Flávio Bolsonaro propôs adiar a decisão do tarifaço para após as eleições de outubro. Ele afirmou em audiência que impor a tarifa naquele momento seria “o pior momento possível para agir”. O representante do Comércio da Casa Branca, Jamieson Greer, comentou que Flávio Bolsonaro compareceu à audiência, mas não houve reunião entre ele e a equipe do USTR.
Em reação, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), Márcio Elias Rosa, declarou que as negociações não podem ter espaço para discussões políticas ou eleitorais. Ele afirmou que o foco deve ser o interesse do Brasil e a defesa da soberania nacional.


