Advogados de uma empresária amiga de Fábio Luís Lula da Silva protocolaram um pedido no ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que a Procuradoria-Geral da República (PGR) arquive as investigações contra ela. A defesa alega ausência de elementos concretos que justifiquem a apuração.
A empresária esteve no centro de apuração da Polícia Federal (PF) que investiga o vínculo entre o lobista, conhecido como Careca do INSS, e o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em dezembro passado, a empresária foi alvo de buscas durante a Operação Sem Desconto, que apura desvios em aposentadorias do INSS.
Na petição, a defesa afirmou que a empresária esclareceu a regularidade de sua atuação profissional, que consistiu em estudos sobre a regulação do canabidiol no Brasil, recebendo remuneração formalizada por notas fiscais. Os advogados também declararam que a relação dela com o filho do presidente é estritamente pessoal.
A PF informou ter encontrado pagamentos de uma empresa ligada ao lobista para uma companhia da empresária, somando R$ 1,5 milhão. Além disso, uma mensagem apreendida mostra o lobista pedindo a transferência de R$ 300 mil para uma empresa em nome da empresária.
A defesa argumenta que a investigação pode ter motivação política, explorando a amizade da empresária com o filho do presidente. Os advogados afirmaram que a peticionária não deve ser arrastada por uma campanha difamatória apenas por essa relação pública.

