Os divórcios no Brasil quase dobraram desde 2010, segundo dados do IBGE, indicando uma mudança na dinâmica dos relacionamentos. A queda no tempo médio de casamento para 13 anos mostra que as expectativas românticas enfrentam desafios na vida real.
A psicóloga Esther Perel explica que o drama do amor romântico reside na crença de que a alma gêmea deve cumprir múltiplos papéis. Ela afirma que essa figura idealizada precisa ser um parceiro de vida, protagonista nas fantasias sexuais e capaz de exercer a parentalidade.
O cenário nacional corrobora essa complexidade. O IBGE aponta que, em pedidos não consensuais, 60% das separações partem das mulheres. O amor romântico prometeu parceria, desejo e família em uma única pessoa, mas a realidade impõe outras demandas.
A vida se mostra mais complexa do que as narrativas românticas. O tempo médio de união diminuiu, e a imprensa aponta que a sociedade não aceita mais um relacionamento que não corresponda aos devaneios das comédias românticas.

