A analista Wendy Edelberg defende que o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, pode estar preparando internamente argumentos para cortes na taxa de juros, mesmo com o cenário econômico atual. Ela argumenta que os mercados subestimam a probabilidade de flexibilização, baseando-se nas iniciativas de Warsh.
Edelberg sustenta que Warsh estabeleceu cinco grupos de trabalho para analisar temas como medição de inflação, impacto da inteligência artificial nos preços, regras de política e o balanço do Fed. Esses grupos devem apresentar relatórios nos próximos meses, sem conclusões definitivas até o momento.
Os indicadores macroeconômicos mostram pressão inflacionária: o preço do petróleo atingiu 90 dólares por barril, e o índice PCE central, preferido pelo Fed, registrou 130,08 em maio de 2026. O rendimento do Tesouro de 10 anos subiu para 4,71%, sinalizando política restritiva, segundo a análise.
A tese de Edelberg é que Warsh constrói uma “infraestrutura intelectual” para justificar cortes sem ceder a pressões externas. Ela prevê que os grupos de trabalho concluirão que aumentos de preços ligados à IA devem ser excluídos das métricas de inflação. Em contrapartida, o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan caiu para 44,8 em maio de 2026, indicando território recessivo.

