Andy Burnham assumiu nesta segunda-feira a chefia do governo do Reino Unido, tornando-se o sétimo primeiro-ministro em uma década. O novo líder deve apresentar sua visão para o país, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou seu plano de acelerar a exploração de petróleo e gás no Mar do Norte.
O Rei Charles solicitou formalmente a Burnham que formasse um governo no Palácio de Buckingham antes de sua nomeação oficial. Burnham, que não teve adversários na disputa pela liderança do Partido Trabalhista, retornou ao Parlamento após vencer uma eleição suplementar no norte da Inglaterra. Antes disso, atuou como prefeito da Grande Manchester.
A perspectiva de Burnham, considerado mais à esquerda que o antecessor, gerou nervosismo nos mercados de títulos públicos no início do ano. Em seu discurso, Burnham prometeu resolver questões como a política de assistência social e criticou a privatização econômica ocorrida na Grã-Bretanha nas últimas décadas.
Analistas de mercado observam a agenda do novo governo. Mike Bell, chefe de estratégia de mercado da RBC BlueBay Asset Management, comentou que os mercados ficariam aliviados com a escolha de uma ministra do Interior para o cargo de chanceler do Tesouro. Andrew Wishart, economista-chefe para o Reino Unido do Berenberg, afirmou que o mercado está tranquilo com a agenda de Burnham, mas alertou para o risco de aumento de gastos governamentais.

