A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) solicitou ao governo maior previsibilidade na regulamentação da reforma tributária. O presidente da entidade se reuniu com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, na quinta-feira, 9, para tratar de questões fiscais do setor.
A Anfavea informou ao ministro que a clareza regulatória é essencial para o setor, que depende de previsibilidade para seu planejamento. A entidade sinalizou apoio à proposta de manter a carga tributária do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 2027, período em que o Imposto Seletivo (IS) entraria em vigor.
Sobre a política de cotas para veículos importados, o presidente da Anfavea declarou discordância com a decisão governamental, afirmando que o mercado cresce sem necessidade de cotas adicionais. Contudo, a entidade declarou que não judicializará a questão.
O ministro Durigan reconheceu um desequilíbrio no crescimento do mercado. Segundo o presidente da Anfavea, a produção automotiva deve atingir 3 milhões de veículos emplacados em 2026, refletindo um aumento de 18,5% na produção no primeiro semestre de 2026 comparado a 2025.

