Três leões morreram afogados em um zoológico na cidade de Guigang, sudoeste da China, após a instituição manter animais em jaulas durante as enchentes causadas pelo tufão Maysa. A decisão gerou críticas de organizações de defesa animal, que classificaram a ação como inaceitável.
O zoológico trancou leões, ursos e lobos para impedir fugas quando as inundações atingiram a região de Guangxi. Segundo o proprietário da instituição, a medida visava evitar problemas ao país, impedindo que animais perigosos ferissem pessoas. O nível da água no local ultrapassou dois metros.
Mais de cem animais, incluindo zebras e avestruzes, foram levados pela água. Um comunicado do zoológico solicitou ajuda para localizar os desaparecidos. A PETA, por sua vez, declarou que a tragédia deve alertar zoológicos sobre os riscos de fenômenos climáticos extremos, defendendo planos de retirada e o fim da manutenção de animais selvagens em cativeiro.
Em outra área afetada, a enchente em Hengzhou destruiu uma criação de serpentes, liberando cobras nas águas. Uma mulher morreu após ser picada. O tufão Maysak causou pelo menos 39 mortes no sul da China nesta semana, provocando inundações extremas.

