A Agência Nacional de Mineração (ANM) enviou ofício ao presidente e ao ministro de Minas e Energia manifestando apoio ao desenvolvimento da cadeia brasileira de minerais críticos. O documento, assinado pelo diretor-geral substituto, coloca a reguladora à disposição do governo para colaborar com a prioridade nacional, mesmo enfrentando problemas orçamentários.
A ANM manifestou apoio à agenda de minerais críticos em ofício enviado ao presidente e ao ministro de Minas e Energia na última sexta-feira, dia 10 de julho de 2026. O diretor-geral substituto, José Fernando de Mendonça, assinou o documento, colocando a agência à disposição para colaborar com a estratégia do Palácio do Planalto. A discussão sobre o setor ganhou relevância internacional devido à corrida por minerais estratégicos, como as terras-raras, nas quais o Brasil possui a segunda maior reserva mundial.
O aceno da ANM ocorre após a reguladora sinalizar problemas operacionais causados por bloqueios orçamentários. A agência opera com apenas quatro trabalhadores na área de minerais críticos e utiliza até 60% do quadro de funcionários necessário. O diretor-geral titular, Mauro Sousa, declarou em junho que a agência estava “respirando por aparelhos” devido aos cortes consecutivos do Executivo.
Apesar das dificuldades, a ANM comprometeu-se a atender às demandas governamentais, afirmando que atuará de forma “técnica, célere e articulada”. A agência defendeu a verticalização das cadeias de minerais no Brasil, citando terras-raras, lítio, grafite, níquel, cobre, nióbio e vanádio como estratégicos.

