O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 23 de julho de 2026, aponta um cenário de contrastes no Brasil. Os dados de 2025 indicam a menor taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) desde 2012, mas também revelam a persistência da violência contra a mulher e o aumento da vitimização de crianças e adolescentes.
O relatório consolida que o ambiente doméstico continua sendo um local de alta letalidade para mulheres, e os índices de feminicídio não diminuem na velocidade esperada. Em Jaguariúna, um gestor público relatou ações locais, como a inauguração de um Centro de Atenção à Mulher e a entrega de uma viatura específica em 2018, além da criação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher em 2022.
A violência contra crianças e adolescentes também é um ponto de atenção no documento. O Anuário aponta crescimento de agressões e estupros de vulneráveis na última década, com a maioria das vítimas tendo menos de 13 anos. O gestor público comentou que a segurança pública precisa ser interseccional, citando a vulnerabilidade de crianças neurodivergentes.
O documento serve como cobrança por políticas públicas, exigindo que as forças de segurança recebam treinamentos específicos. O gestor público concluiu que a proteção da vida, em toda sua diversidade, exige ações claras, recomendando a denúncia pelo telefone 180 em casos de agressão.

