A aprovação de cinco novas canetas de semaglutida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abre uma nova avenida de crescimento para a Hypera. A companhia recebeu autorização para os produtos Zempneo e Semavy, integrando-se ao mercado de medicamentos GLP-1, usado no tratamento de diabetes e obesidade.
Os analistas veem a entrada da Hypera em um segmento promissor da indústria farmacêutica. Segundo o Itaú BBA, a aprovação remove a principal incerteza regulatória, e a empresa possui vantagens competitivas, como distribuição nacional e forte presença comercial. O principal produto da companhia, Semavy, deve concentrar a estratégia comercial do grupo.
O Morgan Stanley avalia que o evento confirma teses de crescimento, projetando que o produto gere R$ 109 milhões de receita líquida em 2026. As estimativas se elevam para R$ 1,17 bilhão em 2029, impulsionadas pela expansão do volume vendido e pelo ganho de participação de mercado.
Tanto o Itaú BBA quanto o Morgan Stanley mantêm recomendação de compra para os papéis da Hypera. O preço-alvo estabelecido é de R$ 32, o que representa um potencial de valorização de 49% em relação ao fechamento de R$ 21,44 registrado na véspera.


