O apoio do Partido Democrático Trabalhista (PDT) à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganha complexidade após a citação de membros do partido em investigações de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão de apoio foi aprovada pelo Diretório Nacional do PDT em Brasília (DF) no dia 20, mas a presença de aliados em inquéritos levanta questionamentos sobre a aliança.
Mais de 60 inquéritos estão em andamento no gabinete do ministro André Mendonça, e eles incluem negociações de delações premiadas. Segundo informações divulgadas, um empresário citado em narrativas envolvendo pedetistas é Maurício Camisotti. No ano passado, o presidente Lula havia demitido o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, do Ministério da Previdência para reduzir o desgaste do escândalo.
Apesar dos constrangimentos, o PDT oficializou seu apoio à reeleição. Carlos Lupi declarou que a aliança não está condicionada a cargos ou espaços no governo, mas sim à coerência histórica da legenda. Ele afirmou que o partido é o primeiro a anunciar oficialmente o apoio a Lula, citando a trajetória de Brizola e a luta do povo brasileiro.
Em evento na sede nacional, Lula agradeceu o apoio e declarou que a campanha será marcada pela defesa da soberania nacional e do regime democrático. O presidente relacionou o avanço da extrema-direita ao negacionismo e às tentativas de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros.

