A SAF do Botafogo recebeu um aporte de R$ 78 milhões da GDA Luma, um movimento que visa reorganizar a saúde financeira do clube. O recurso foi direcionado para quitar pendências com o elenco profissional e regularizar o Regime Centralizado de Execuções (RCE), reduzindo riscos trabalhistas imediatos.
Com a chegada dos fundos, a diretoria efetuou o pagamento dos direitos de imagem atrasados dos jogadores e quitou os depósitos de FGTS pendentes. Parte do montante também foi separada para cobrir os salários de junho, com vencimento previsto para o dia 5 de julho. A injeção de capital permite ao clube organizar suas obrigações de curto prazo.
Uma parcela significativa do valor foi destinada ao RCE, sistema criado pela Lei das SAFs (Lei nº 14.193/2021) que centraliza as dívidas. O clube enfrentava atrasos nesse regime há cerca de dois meses. Manter o RCE ativo exige que o clube destine mensalmente 20% de suas receitas para o pagamento das dívidas.
O aporte faz parte da movimentação da GDA Luma, que se aproximou do clube após uma operação de socorro financeiro com a Hutten Capital. A GDA Luma firmou acordo para a compra da SAF por cerca de US$ 130 milhões. Contudo, o ex-CEO da SAF, John Textor, questiona a legalidade da negociação, afirmando que a estrutura europeia da holding não concluiu a transferência original das ações.


