Aposentar-se aos 63 anos com um patrimônio de R$ 800 mil resulta em um orçamento anual utilizável de apenas R$ 23 mil. O cálculo considera uma taxa de retirada de 3,5%, os custos de prêmios de saúde do mercado ACA e a ausência do benefício do INSS.
O valor de R$ 23 mil é baixo porque o aposentado deixa o mercado de trabalho antes de atingir a elegibilidade para o Medicare e antes de começar a receber o benefício do INSS. Dados de uma instituição financeira indicam que o saldo médio de 401(k) para pessoas entre 60 e 64 anos é de cerca de R$ 246,5 mil, o que coloca um poupador com R$ 800 mil à frente da média em termos de saldo.
Três fatores comprimem o poder de gasto para quem se aposenta aos 63 anos. O horizonte de tempo longo exige uma taxa de retirada inicial próxima a 3,5%. Além disso, o aposentado precisa de cobertura do mercado ACA até os 65 anos, e os subsídios de prêmio diminuem conforme a Renda Bruta Ajustada Modificada (MAGI) aumenta com retiradas do IRA tradicional. A ausência de um piso garantido do INSS também afeta o planejamento.
Para gerenciar essa situação, a estratégia recomendada envolve controlar o MAGI entre 63 e 65 anos, misturando retiradas do IRA com contas tributáveis, onde é possível vender ações com alíquotas de ganho de capital mais baixas. Adiar o pedido do INSS para 67 ou 70 anos é considerado o movimento mais valioso, pois cada ano de espera aumenta o benefício garantido em cerca de 8%.

