Donos de iPhone no Brasil podem baixar aplicativos de lojas rivais da App Store e usar sistemas de pagamento de terceiros. A alteração ocorre após um acordo entre a Apple e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e passa a valer com a atualização para o iOS 26.5.
A partir de agora, usuários de iPhone poderão comprar e baixar aplicativos em lojas alternativas à App Store. Ao realizar compras ou assinaturas, será possível optar por métodos de pagamento diferentes do sistema da Apple. As opções da loja oficial e das terceiras deverão ser apresentadas lado a lado para os consumidores.
A Apple inicialmente resistiu à mudança, alegando riscos à segurança e à privacidade dos clientes. Em comunicado, a empresa afirmou que trabalhou com o regulador brasileiro para introduzir proteções, incluindo salvaguardas para usuários mais jovens. Contudo, a companhia declarou não poder garantir o mesmo nível de segurança da App Store para as lojas alternativas.
Apesar da abertura, a Apple manterá a cobrança de comissão sobre vendas digitais na App Store. Desenvolvedores que usam o sistema oficial pagarão 21% sobre as vendas, com taxas reduzidas para 10% em casos específicos. Já para aplicativos distribuídos fora da App Store, a comissão cobrada pela Apple será de 5%.
A decisão faz parte de um processo administrativo iniciado pelo Cade em dezembro de 2022, após denúncia do Mercado Livre sobre possível abuso de posição dominante. Em dezembro de 2025, o acordo foi aprovado, evitando multas de até R$ 150 milhões à empresa.

