A Apple mantém sua posição de liderança em inteligência artificial por meio de um modelo de baixo consumo de capital, que utiliza processamento em dispositivos e terceiriza o treinamento pesado. A empresa, com base em sua vasta base instalada de mais de 2,5 bilhões de aparelhos, apresenta resultados financeiros sólidos, segundo análise de mercado.
A tese de investimento na Apple reside em sua abordagem de IA, que é leve em ativos e voltada ao consumidor. O executivo Tim Cook declarou que a ‘Apple Intelligence’ está integrada aos sistemas da companhia, sendo projetada para entregar inteligência rápida, pessoal e privada, utilizando o silício da Apple.
Os números do segundo trimestre do ano fiscal de 2026 confirmam essa convicção. A receita atingiu 111,184 bilhões de dólares, um aumento de 16,6% em relação ao ano anterior, e o lucro por ação (EPS) foi de 2,01 dólares, superando a estimativa de 1,9404 dólares. Além disso, a gestão autorizou recompras de ações de 100 bilhões de dólares e elevou o dividendo em 4%, para 0,27 dólares por ação.
Em comparação com concorrentes, o gasto de capital da Apple no primeiro trimestre do ano fiscal de 2026 foi de cerca de 2,37 bilhões de dólares, contrastando com os 37,5 bilhões de dólares gastos pela Microsoft no segundo trimestre do mesmo ano fiscal. Essa diferença reflete-se no retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) da Apple, que alcançou 141,5%, contra 34% da Microsoft.

