Quatro árbitras registraram queixa na Polícia Civil por assédio sexual e estupro contra o presidente licenciado da Comissão de Arbitragem do Ceará. A denúncia foi formalizada na última quarta-feira, dia 14 de julho de 2026. A Federação Cearense de Futebol (FCF) instaurou uma comissão independente para apurar os fatos, e o investigado foi afastado por 30 dias.
A reunião inicial entre as denunciantes e a diretoria da FCF ocorreu em 10 de julho de 2026. Na ocasião, as árbitras e seus advogados apresentaram provas dos abusos ao presidente em exercício, Mauro Carmélio Neto, e aos diretores jurídicos da federação. Após o recebimento dos relatos, a FCF adotou providências administrativas e jurídicas para apurar as acusações.
Em 14 de julho, foi oficialmente instaurado o Procedimento Interno de Apuração, registrando-se a sindicância nº 01/2026. A comissão responsável será presidida por uma mulher e conduzida conforme o Código de Ética e Disciplina da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A FCF informou que a investigação pode envolver outros indivíduos, pois a entidade não tolera condutas inadequadas.
O presidente licenciado solicitou licença por escolha própria, com duração de 30 dias. Durante esse período, ele não pode exercer atribuições da função ou acessar sistemas da arbitragem. A federação também disponibilizou o e-mail [email protected] para que outras vítimas registrem relatos de abusos.

