Argentina e Espanha disputam a final de Copa, cenário marcado por tensões políticas entre seus líderes. O embate reflete divergências ideológicas entre o presidente Javier Milei, de direita, e o primeiro-ministro Pedro Sánchez, de centro-esquerda.
As relações diplomáticas entre Buenos Aires e Madrid estão tensas. Em maio de 2024, Milei participou de evento em Madri e chamou a esposa de Sánchez de “corrupta”. O governo espanhol classificou a declaração como “gravíssima” e “inaceitável”, exigindo desculpas. Milei recusou, e Madri retirou sua embaixadora de Buenos Aires.
Além do conflito direto, os países divergem em relação ao presidente Donald Trump. Milei mantém proximidade ideológica com o líder americano, que concedeu à Argentina a menor sobretaxa comercial e um empréstimo de US$ 20 bilhões. Em contraste, Sánchez foi vocal contra o conflito com o Irã, o que gerou tensão com Trump, que ameaçou cortar relações comerciais com a Espanha.
As posições dos líderes também divergem em temas como imigração. Enquanto Sánchez busca facilitar a entrada de imigrantes, Trump defende o fechamento das fronteiras americanas. Apesar da turbulência, as relações diplomáticas se normalizaram em outubro de 2024, mas o estrago político permanece.

