A arrecadação de receitas federais alcançou R$ 1,587 trilhão no primeiro semestre de 2026, estabelecendo o maior valor da série histórica para o período. O crescimento real foi de 6,63% em relação aos seis meses de 2025, conforme dados da Receita Federal.
O desempenho de junho, por exemplo, registrou R$ 264,4 bilhões arrecadados, uma alta real de 7,72% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Contudo, R$ 7,7 bilhões desse valor vieram de eventos atípicos, como recolhimentos extraordinários de IRPJ e CSLL, que somaram R$ 4 bilhões, e tributação sobre exportação de óleo bruto, que totalizou R$ 3,77 bilhões.
Desconsiderando esses fatores extraordinários, a alta real da arrecadação no mês seria de 4,38%. No acumulado semestral, a Receita Federal aponta que, sem esses valores, o crescimento real cairia de 6,63% para 5,74%. O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital, beneficiado pelos juros elevados, somou R$ 92,2 bilhões no semestre.
A maior expansão entre os segmentos foi na extração de petróleo e gás natural, onde o IRPJ e CSLL cresceram 1.629% em termos reais em junho. Apesar da queda na produção industrial e nas vendas do comércio em maio, o resultado foi sustentado pela manutenção da Selic elevada e pela resiliência do mercado de trabalho.


