A ordem do ministro Alexandre de Moraes para apreender dez armas do ex-CAC Jair Bolsonaro expôs um arsenal pessoal que inclui pistolas Taurus, Glock, SIG-Sauer e Caracal. O acervo, que superava médias de posse em países com conflitos, gerou análises de especialistas em psiquiatria e psicologia.
O conjunto de armas do ex-presidente, que abrange espingardas calibre 12 e carabinas/fuzis em calibres 5,56 e 7,62, foi comparado a inventários de conflitos. Pesquisas do Small Arms Survey, órgão suíço, indicam que o Irã possuía 7,3 armas por cem habitantes em 2017. Proporcionalmente, o acervo de Bolsonaro representava uma taxa pessoal muito superior à média civil iraniana.
O acervo pessoal do ex-presidente superava, segundo dados comparativos, a média institucional de policiais de países inteiros. Especialistas apontam que o comportamento de acumulação pode refletir sentimentos de medo, desconfiança ou desejo de controle, conforme definido pela American Psychiatric Association. Outros terapeutas mencionam o comportamento de “Survivalismo”.
O caso ocorre em um contexto de forte crescimento no número de CACs no Brasil. O país saltou de 117 mil CACs em 2018 para mais de 1 milhão atualmente, um aumento superior a 770%. Em 2018, o acervo total do grupo era de 350.683 armas, contra 1,58 milhão registrado hoje.

