Artistas, incluindo fotógrafos, encontram harmonia em espaços abandonados, conferindo-lhes um lar através da arte. O registro de estruturas industriais em desuso na bacia mineira do Ruhr ganhou destaque com o trabalho de Bernd e Hilla Becher.
O conceito de que paisagens naturais, como ruínas, têm direito à felicidade, inspira criadores. Enquanto alguns veem tristeza nos espaços desocupados, arquitetos, poetas, pintores e fotógrafos buscam uma forma de harmonia, oferecendo-lhes um lar por meio da arte.
Bernd e Hilla Becher dedicaram décadas a percorrer edifícios e estruturas industriais em desuso, registrando-os com rigor arqueológico. Essas imagens, silenciosas e frontais, conferiram alma ao que o progresso teria destinado a ser resíduo.
Com os Becher, surgiu um gênero fotográfico ligado à bacia mineira do Ruhr. Essa prática influenciou a Escola de Düsseldorf, cujo programa iconográfico se tornou decisivo para a fotografia contemporânea, de modo semelhante ao que ocorreu com a Escola de Barbizon na pintura de paisagem moderna.

