Artesãs e empresas no interior de São Paulo utilizam a economia criativa e circular para transformar resíduos em fontes de renda. Iniciativas em cidades como Rio Preto e Botucatu demonstram como o reaproveitamento de materiais gera sustento familiar e impacto ambiental positivo.
A economia criativa, que usa talento e criatividade para gerar trabalho, é exemplificada por artesãs que dependem do ofício para o orçamento doméstico. Em Bauru, por exemplo, uma artesã afirmou que seu trabalho representa quase 70% de sua renda mensal. Paralelamente, a economia circular propõe evitar o descarte, reaproveitando o que seria lixo para beneficiar o consumidor e o planeta.
Em São José do Rio Preto, artesãs transformam materiais descartados em peças decorativas. Uma delas utiliza telhas de barro e troncos caídos, dando novo significado a elementos naturais. Em outra iniciativa, uma aposentada de 75 anos transforma sacolas plásticas em bolsas e toalhas de mesa, evitando que o material, que leva até 450 anos para se decompor, vá para o meio ambiente.
Em Botucatu, o setor corporativo adota o modelo circular. Uma empresa reaproveita retalhos têxteis para criar cestos e bolsas. O ciclo se completa com uma parceira que fornece adubo orgânico por meio de compostagem, fechando o ciclo do alimento e do recurso.

