A chance de indivíduos nascidos em famílias de classe média alcançarem os 25% mais ricos varia significativamente entre os estados brasileiros. O Atlas da Mobilidade Social de 2026 aponta que essa probabilidade oscila entre 7,99% no Amazonas e 27,15% em Santa Catarina, evidenciando desigualdades regionais.
O levantamento, realizado pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds) em parceria com o Prospera Lab, define a classe média como a parcela da população cujos pais estavam entre os percentis 26 e 75 de renda. Em 2019, essas famílias possuíam renda domiciliar mensal entre R$ 2.183,41 e R$ 7.266,03. Os dados mostram que as maiores chances de mobilidade se concentram no Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste.
Fernando Veloso, diretor de pesquisa do IMds, explicou que o dinamismo econômico e os melhores indicadores de educação e saúde nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão ligados às maiores chances de ascensão. Ele declarou que a provisão adequada de serviços públicos é crucial para reduzir as desigualdades de origem.
No recorte dos 10% mais ricos, o Distrito Federal lidera, mas a chance de atingir o topo não ultrapassa 5,26% em nenhum estado. Os dados também indicam que a vantagem econômica é transmitida, com 56,54% dos filhos dos 25% mais ricos permanecendo no mesmo estrato na vida adulta.


