A Associação Nacional de Jornais (ANJ) solicitou a abertura de uma investigação sobre o acesso a dados pessoais de uma jornalista colunista. A manifestação ocorreu após a divulgação de mensagens de um empresário e um publicitário, nas quais eles discutiam a obtenção de informações privadas da repórter.
A ANJ declarou ter recebido o conteúdo das conversas com indignação, afirmando que houve uma tentativa de intimidação ao trabalho jornalístico. A entidade defendeu a apuração imediata sobre a origem das informações, ressaltando que os dados pessoais devem ser protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
As mensagens, extraídas do celular de um empresário pela Polícia Federal, foram trocadas entre março e abril de 2025. Segundo o material, o publicitário levantou informações financeiras da jornalista, como transações com cartões e estimativas de renda, a pedido de um banqueiro. O publicitário afirmou que não encontrou dado comprometedor.
As conversas revelam que os dois discutiram formas de ‘frear’ ou ‘calar’ a jornalista, que publicava reportagens sobre o Banco Master. Entre as alternativas consideradas, havia a oferta de uma proposta milionária para que a profissional deixasse o jornalismo investigativo. O jornal onde a jornalista trabalha também emitiu nota de repúdio contra a busca por dados pessoais.

