Um astrofotógrafo gaúcho de 17 anos, natural de Torres (RS), obteve reconhecimento nacional após capturar uma imagem da Nebulosa de Carina. O jovem, que usa a fotografia para divulgar o universo, teve seu trabalho premiado pela Agência Espacial Brasileira.
O interesse pelo céu noturno de Lucas Justo começou com binóculos e evoluiu para o uso de telescópios em locais como o Morro do Farol, em Torres. A motivação para compartilhar o conhecimento surgiu quando pessoas paravam para perguntar sobre suas observações. A partir disso, o objetivo se tornou mostrar o que o olho humano não percebe.
A imagem premiada, da Nebulosa de Carina, foi capturada por acaso em 18 de abril, durante uma sessão de fotos da Via Láctea. Lucas explica que a astrofotografia exige mais do que apenas clima bom; fatores como turbulência atmosférica e poluição luminosa são cruciais para o registro.
Para obter a melhor definição, o jovem utiliza técnicas de empilhamento, que envolvem registrar o mesmo objeto por dias. Ele também emprega aplicativos para calcular posições celestes. Lucas planeja conciliar o Ensino Médio com uma faculdade, visando áreas como astrofísica ou astronomia, mantendo o desejo de transmitir “o céu que ninguém vê”.

