A especialista em radioastronomia, Jill Tarter, afirmou que a missão da humanidade é evitar a autodestruição, mesmo na busca por vida fora da Terra. Ela participará do Rio Innovation Week em 4 de agosto para discutir o tema com o público brasileiro.
Tarter, que fundou o Instituto SETI em 1984, dedicou sua carreira a responder à pergunta sobre a existência de civilizações avançadas. Ela explica que, em escala cósmica, o tempo de investigação é curto, e que encontrar uma espécie tecnológica sobrevivente seria um grande incentivo para a humanidade.
A especialista citou o Paradoxo de Fermi, que sugere que civilizações tendem a se autodestruir antes de serem detectadas. Ela ligou essa teoria à situação atual, mencionando a crise climática, o uso de armas nucleares e o avanço da inteligência artificial como fatores de risco.
Sobre a IA, Tarter reconhece seu enorme potencial para reunir dados, mas enfatiza a necessidade de supervisão humana. Ela declarou que é preciso um ser humano para manter os modelos honestos, pois eles podem alucinar ou interpretar informações de forma equivocada. Além disso, ela comentou que a ciência historicamente adapta seus projetos ao perfil dos financiadores.

