A segurança no Estreito de Ormuz atingiu um “cenário de pior caso” para petroleiros, segundo o CEO da Marisks. A situação piorou após o Irã intensificar ataques a embarcações na última semana, levando à redução do volume de travessias na área.
Dimitris Maniatis, CEO da Marisks, afirmou que as tripulações das embarcações demonstram maior preocupação. “Ninguém está disposto a navegar”, declarou Maniatis durante apresentação promovida pela Lloyd’s List Intelligence nesta semana. Desde 6 de julho, pelo menos nove navios foram atacados. O Irã busca forçar as embarcações a navegarem em águas territoriais, em vez da rota costeira de Omã, que é protegida pelas forças militares dos Estados Unidos, conforme dados da IMO.
Os ataques iranianos utilizaram mísseis antinavio, explicou Jakob Larsen, diretor de segurança da BIMCO. Em incidentes recentes, um tripulante morreu e três ficaram feridos em um ataque ao petroleiro Al Bahyah, na costa de Omã, na terça-feira. No mesmo dia, outros 11 marinheiros ficaram feridos em um ataque ao Mombasa B. Maniatis comentou que o medo guia as decisões das tripulações, e não mais questões financeiras.
O tráfego marítimo na região caiu drasticamente. Dados da empresa de inteligência comercial Kpler mostram que o fluxo atingiu o menor nível em três semanas. Antes dos ataques de fevereiro, mais de 100 navios transitavam diariamente. Larsen alertou que a rota tradicional pelo centro do estreito permanece perigosa devido ao risco de minas marítimas.

